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Seis horas da manhã de uma segunda feira chuvosa e nublada. Ao despertar com o som agudo e alarmante do celular, Natalie olhou involuntariamente na direção da janela e sentiu seu corpo arrepiar ao ver o frio que lhe esperava lá fora. Virou-se de bruços e cobriu seu rosto com o travesseiro, tentando ao máximo abafar o som do alarme contra seus ouvidos. De nada adiantou aqueles esforço todo e ela se viu obrigada a levantar. Entrou debaixo da água gelada, lavou os cabelos curtos, cacheados e escuros, mas continuou de pijama. Caminhou sem ânimo até a cozinha e preparou seu cereal. Olhou para o relógio e viu que lhe restavam apenas 20 minutos. Balançou os ombros e caminhou até a sala. Sentou-se no sofá e como se fosse uma noite de sábado, pôs-se a procurar algo interessante para assistir na televisão. Frustrada, ela olhou para o relógio mais uma vez e sentiu seu corpo pesar. Decidiu faltar ao estágio mais uma vez mesmo sabendo que agora corria um grande risco de perdê-lo. Largou a vasilha vazia de cereal sobre a pia da cozinha e voltou para o quarto. Bufou ao lembrar-se no meio do caminho que não encontraria ninguém para beijar, contemplar e acariciar em sua cama. Deitou-se sobre ela e tentou ler algumas mensagens antigas em seu celular e sorrir um pouco. Não adiantou. Aquilo só a fez sentir nostalgia e os olhos mareados. De repente ela sentou-se e, decidida, pôs-se a procurar um certo contato. Eduardo era o nome dele. Ela ligou e rezou rapidamente para que ele atendesse. Seu coração estava acelerado como todas as vezes que ela ligava. Foi surpreendida pela caixa postal e suspirou tristemente.

“Venha me ver.” Foi o que ela sussurrou numa voz melancólica e baixa.

Voltou a deitar e acabou pegando no sono. Passou-se cerca de uma hora e ela despertou novamente com o som agudo da campanhinha. Com o corpo mole, pesado  e o cabelo desgrenhado ela andou vagarosamente até a porta. Abriu-a e deparou-se com um homem alto, de pele morena e cabelos escuros bem cortados. Seu sangue pulsou como nunca e a única coisa que conseguiu fazer foi beijá-lo. Quando o ar faltou, se encararam e juntos sussurraram: “senti sua falta”. Feito isso, Eduardo a pegou no colo e sem deixar de encará-la, adentrou o apartamento e andou até o quarto.

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Happy days are here again / Get happy

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Ela despertou no sábado com um sorriso no rosto. Estranhou este fato, pois em seu trabalho e em sua vizinhança era conhecida como a jovem mais rabugenta e mal humorada.

Isabel tinha 25 anos e por algum motivo desconhecido vivia amargurada. Talvez porque seus relacionamentos amorosos duravam menos de dois meses ou seus amigos faziam questão de se portarem falsamente com ela. Porém hoje toda aquela sensação de irritação havia desaparecido e ela sentiu vontade de rever antigos amigos e conhecer novas pessoas. O universo parecia estar ao seu lado.

Não muito longe dali, um homem de 30 anos, Robert, despertou da mesma forma. Ele era um garanhão que não passava uma noite longe das mulheres. Estava chateado por estar a uma semana no que ele chama de “seca”, mas também se encontrava cansado dessa vida de orgia. Naquela manhã seus sorriso estava tão largo que nada o incomodava. Sentiu que o universo estava  ao seu lado e nada estragaria seu dia.

Às dez da noite chegou à conclusão de que deveria sair. Pescou com a mão direita o celular em cima da cama, mas desistiu de usá-lo. Preferiu sair sozinho. Caminhou perfumado até uma boate próxima dali e sentiu o coração acelerar a cada passo. Estranhou. Quando chegou em frente a porta, visualizou uma jovem alta, bem magra e de pele branca com graciosos cachos cheios e loiros na cabeça. Teve a sensação de deja vu e conseguiu sustentar seus olhares até ouvir que seu nome era Isabel. Sussurrou um “É ela !” para si mesmo e mostrou-lhe um sorriso para, em seguida, segui-la entrando na casa.

 

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How do I feel about Lady Gaga

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Nem eu sei porque Lady GaGa é o tema da segunda nota, kkkk. Deve ser porque depois do show eu não paro de falar dela.

Para quem não sabe 09 de novembro de 2012 foi a primeira vez que Lady GaGa realizou um show no Brasil. Aqui no Rio ela foi assistida por 30.000 mil pessoas e se portou de uma forma única.

A minha história com Lady GaGa começa em Dezembro de 2008 quando ela ainda estava deixando de ser Stéfani (Seu verdadeiro nome). Lembro que quando vi/ouvi Poker Face foi paixão à primeira vista e logo fiz questão de viciar minha mãe e minha irmã nessa música. Ela (minha irmã) se apaixonou mais do que eu – pena que hoje em dia ela não curte mais – e tratou de me viciar em Just Dance. Nós passamos as férias inteiras ouvindo nosso The Fame (1º álbum da Stéfani como Lady GaGa) e algumas músicas antigas do Red and Blue (álbum dela ainda como Stéfani).

Em 2009 eu estava prestes a fazer 14 anos e cursava meu 9º ano do ensino fundamental. Ninguém conhecia Lady GaGa e isso pra mim às vezes era frustrante. Foi então que 2 amigos da minha irmã começaram a ouvir e ficaram extremamente viciados. Depois disso uma antiga amiga minha também começou a gostar. Lembro que durante o ano inteiro a gente só falava na GaGa e nem os professores aguentavam mais. Quando o The Fame Monster e colaboração da Honey B. saíram, lembro que a gente infernizava todo mundo com isso. KKKKKK, além de Alejandro e Monster essa era a música mais cantada por nós.

Fui munida por essa paixão até meados de 2011 quando ela lançou o Born This Way. Nessa época eu já “tinha me afastado” de Lady GaGa e não ligava muito para a carreira dela como antes. Esse CD pra mim foi a gota d’água. O álbum em si não é ruim, mas é um estilo muito diferente do inicial e por isso eu não gostei. Não parecia ser aquela artista original por quem eu me apaixonei.

Enfim chegou 2012, teve o show e como eu já havia prometido a mim mesma, eu iria vê-la gostando ou não gostando das músicas. Fui com uma amiga que nem a curtia tanto assim e literalmente amamos. Ela é a artista mais meiga que eu já vi ao vivo. Se eu pudesse levar toda a população brasileira para um show, com certeza seria o de Lady GaGa.

Reparando nas últimas notícias, fotos, acontecimentos, etc, eu percebo que ela cresceu, e que aquele meu “afastamento” foi necessário para eu enxergar que um artista não é capaz de agradar todos os seus fãs, mas mesmo assim ele continua mostrando pontos positivos. Fico triste sim por no último ano ter quase me tornado ma fã poser e não tê-la apoiado no ponto ápice de sua carreira, mas ao mesmo tempo  sinto que isso era necessário para eu enxergar que eu ainda amo Lady GaGa. Com ou sem vestido de carne, haha.

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How do I feel about 2013

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Como já estamos no fim do ano de 2012, prestes a enfrentar natal e ano novo, resolvi começar a nova tag com o tema “Como me sinto sobre 2013”.

Não sei se vocês sabem mas terminei agora o meu ensino médio. Ele não foi lá essas coisas e não tivemos o entrosamento, muito menos o espírito de união que muitos alunos de outras escolas têm. Infelizmente o meu colégio é daqueles que valorizam a competição acima de tudo e como muitos alunos antigos já se detestavam, não foi fácil manter o ritmo.

Eu sou carioca e meu sonho é cursar Engenharia de alimentos na UFRRJ. Comecei a me empenhar bastante esse ano mas as minhas amigas não pareciam querer tanto quanto eu. Foi aí que eu me afastei e percebi que elas não eram realmente minhas amigas. Isso foi bom. Aliás, foi ótimo. Isso me motivou a estudar e como resultado eu fiz um bom vestibular. É por isso que me encontro confiante sobre o ano que vem.

Para início de tudo eu quero a minha merecida vaga na Universidade Rural do Rio de Janeiro. Se não for da vontade de Deus que eu passe, tudo bem. Bola pra frente. Existem diversos cursos de ótima capacitação em Campo Grande hahaha.

Antes disso eu quero um emprego no período de férias. Com a abertura do Park Shopping aqui no bairro existem muitas possibilidades. Agora, por que eu quero tanto um emprego ? Simples. Para poder juntar mais dinheiro, gasta a vera com as minhas makes e conseguir pagar os figurinos do final do ano que vem.

Ficou confuso na parte dos figurinos ? HAHAHAHA. Eu explico ! Acontece que sou bailarina há apenas 7 meses. Então como toda iniciante – faço jazz há 1 ano e 4 meses mas não é a mesma coisa – eu almejo uma sapatilha de ponta, apresentações cada vez mais grandiosas e elogios dos mais importantes artistas. Estou aos poucos trabalhando por isso. Onde eu pratico não é muito severo e nós não evoluímos muito, por isso eu pratico bastante em casa, uso a internet e pretendo já voltar para a minha antiga escola de dança – onde eu fui dançarina de hip hop por 3 anos.

Bom, acho que por agora as minhas expectativas para 2013 são essas. Não estou como no ano passado, quando fiz 1 milhão de promessas, rsrs. Estou mais pé no chão e trabalhando mais para que tudo dê certo.